Curso de Turismo Científico forma condutores para atuação responsável na APA da Foz do Rio Preguiças
A
Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Preguiças foi palco de uma
experiência formativa que busca conscientizar e qualificar a forma como o
turismo é praticado na região. O Curso de Formação em Turismo Científico em
Unidade de Conservação capacitou 25 profissionais do setor — entre pilotos de
embarcação, guias e condutores turísticos — com foco na atuação responsável e
ambientalmente consciente dentro de uma das mais importantes unidades de
conservação do Maranhão.
A
iniciativa é uma realização do Projeto Tartarugas do Delta, em parceria com a
Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e foi coordenada pela
Professora Ana Catarina Coutinho, docente do Curso de Turismo da Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) em Barreirinhas. A formação integra os esforços do
projeto de unir conservação da biodiversidade marinha e desenvolvimento do
turismo sustentável no território da APA, fortalecendo a relação entre turismo,
ciência, comunidade e conservação.
A
formação abordou temas fundamentais para a valorização do território, como a
identificação e conservação de espécies emblemáticas da região — tartarugas
marinhas, tamanduás e primatas —, a caracterização ecológica e geográfica da
Foz do Rio Preguiças, e o papel estratégico das unidades de conservação na
proteção da biodiversidade. Os participantes também tiveram acesso a uma
pesquisa de avaliação de roteiros, apresentada como instrumento de reflexão
sobre a própria atuação profissional, além do desenvolvimento de habilidades
específicas para a condução em ambientes naturais sensíveis e a construção
coletiva de uma identidade própria para o roteiro turístico local.
Os
resultados foram expressivos. Ao longo do curso, foi possível observar mudanças
concretas na percepção ambiental dos participantes, maior valorização dos
recursos naturais presentes na APA e alterações significativas na conduta dos
condutores frente aos ambientes que frequentam diariamente. A formação
demonstrou que a conscientização baseada na ciência pode orientar o
comportamento do turista — mas, sobretudo, dos condutores e agentes do
território, verdadeiros protagonistas da experiência e da conservação.
O
curso contou ainda com a parceria do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), de
estudantes da UFMA — campus São Bernardo —, e do Instituto Tamanduá, entidade
com reconhecida atuação na proteção da fauna regional. A união entre academia,
iniciativa privada, poder público e sociedade civil foi apontada como um dos
pilares do êxito da iniciativa.
Ao
final das atividades, surgiu entre os participantes uma demanda espontânea pela
continuidade do curso, evidenciando o impacto positivo da formação e o
interesse crescente dos profissionais em aprofundar seus conhecimentos. A
proposta de novas edições está sendo discutida entre os parceiros envolvidos.
A
APA da Foz do Rio Preguiças, com seus ecossistemas únicos de manguezais,
restingas, dunas e cursos d'água, representa um patrimônio natural de enorme
relevância para o Maranhão e para o Brasil. Um turismo fundamentado na ciência
e orientado pela conservação é o que assegura, a longo prazo, a
sustentabilidade dos negócios turísticos e a integridade do território.



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